quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

«Os golos são como o ketchup»

imagem retirada de zerozero
«Os golos são como o ketchup». A frase é da autoria de Cristiano Ronaldo e foi proferida numa altura em que a selecção nacional portuguesa atravessava uma espécie de “mini seca” de golos. Ora para quem viu o jogo de hoje do Futebol Clube do Porto pode muito bem utilizar a já aqui referida frase para resumir o que aconteceu hoje no Estádio do Dragão.
 
Após o jogo do SC Braga eu tinha aqui dito que me pareceu que tinha havido ali uma espécie de ”clic” que fez com que a equipa despertasse de vez para a realidade. Efectivamente a moral faz milagres e penso que começa a ser evidente que a derrota do SL Benfica na Madeira na passada semana “mexeu” com a pisque da equipa portista. Só assim se percebe esta goelada do Futebol Clube do Porto ao actual campeão inglês. A qualidade esteve sempre lá. Assim como as ideias do treinador estiveram sempre lá. O que realmente faltava era a confiança e aquela ”pontinha” de sorte que os azuis e brancos não têm tido há já muito tempo. E parece que esta veio na melhor altura se bem que ainda falta a confirmação do próximo domingo.
 
É verdade que o Leicester City não entrou em campo com a sua melhor “artilharia” (os “haters“ do costume e os anti porto vão-se refugiar nesta teoria, é um facto), mas estamos a falar do campeão inglês. O Leicester pode hoje em dia estar pelas ruas da amargura na Liga Inglesa, mas Cláudio Ranieri tem à sua disposição uma equipa muito boa que com toda a certeza faz inveja a muitas das equipas ditas “Grandes” do nosso campeonato. Por isto não me venham com esta conversa. E não utilizem a “historieta” de que o Leicester já estava apurado, que tinha outros compromissos bem mais importantes e por aí adiante para desvalorizar/relativizar esta fantástica vitória dos Dragões. Ninguém gosta de perder. E muito menos de ser goleado.
 
Quanto ao jogo jogado apenas posso dizer uma cosia no que ao Futebol Clube do Porto diz respeito: excelente! Não foi nada que já não tenha visto na partida diante dos bracarenses, mas hoje fiquei com a ideia de que o Futebol Clube do Porto começa a consolidar-se como equipa. Basicamente este Porto de Nuno Espírito Santo joga sempre da mesma forma, mas o que realmente foi diferente é que os jogadores se esforçaram e mostraram uma dinâmica que não se vê desde que a temporada se iniciou. Só espero é que esta postura que vi hoje se mantenha e não tenha sido somente uma “faísca” criada pela enorme montra que é a Liga dos Campeões.
 
E já agora uma nota final. O André Silva sempre sabe marcar uma Grande Penalidade. A confiança faz realmente maravilhas. Espero que agora os seus críticos se calem de vez.
 
MVP (Most Valuable Player): Yacine Brahimi. Confesso que não me foi nada fácil atribuir este título a um só jogador. Isto porque neste jogo diante do Leicester toda a equipa azul e branca esteve bem, mas sou da opinião de que o argelino fez hoje aquilo que se exige a um atleta da sua categoria. Brahimi jogou e fez jogar. É este Brahimi que eu exijo para o Futebol Clube do Porto. Um génio ao serviço do colectivo em prol do individual. A manter Yacine! 
 
Chave do Jogo: O golo madrugador de André Silva. Aos seis minutos o Futebol Clube do Porto já se encontrava a vencer uma partida que era crucial para o seu futuro na Liga dos Campeões. Tal aliviou de imediato a pressão e permitiu aos portistas tomar o controlo dos destinos de uma partida decisiva.
 
Arbitragem: Nada a apontar. O Sr. Felix Zwayer e a sua equipa de arbitragem estiveram muito bem numa partida fácil de apitar.
 
Positivo: Yacine Brahimi. Jogou e fez jogar. O MVP desta partida voltou a ser o grande Brahimi de outros tempos. Que este Yacine tenha vindo para ficar.
 
Negativo: Superdeporte. Jornalismo é muito mais do que rancores e ódios antigos. Nuno Espírito Santo merece ser respeitado. Especialmente da parte de quem tem o dever de informar.
 
Artigo publicado no blog o gato no telhado (07/12/2016)

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

O jogo mais importante da temporada até agora...

Nuno Espírito Santo está desde junho no FC Porto. São 22 jogos em quatro competições, mas a partida desta quarta-feira, frente ao Leicester City, é sem dúvida a mais importante até agora. O técnico não o quis assumir na conferência de imprensa mas, com certeza, sabe-o. Está em causa a continuidade na Liga dos Campeões e, numa fase em que o clube tem apresentado prejuízos, esses milhões são mais importantes que nunca.
 
As contas são fáceis de fazer. Vencer em casa o campeão inglês e garantir o 2º lugar do grupo. Um empate e uma derrota até podem qualificar os portistas, mas, nesse caso, já entra nas contas o resultado do jogo entre o FC Copenhaga e o Club Brugge, na Bélgica.
 
Ingleses em poupanças
 
As coisas até parecem estar alinhar-se para o FC Porto. O Leicester City chega a esta partida muito mal na Liga Inglesa e já apurado no 1º lugar no grupo G da champions. Por isso Cláudio Ranieri optou por não trazer a Portugal as suas principais estrelas. Slimani, Vardy e Riyad Mahrez entre outros não vão pisar o relvado do Dragão. 
 
Se aliarmos isso ao facto de o FC Porto estar moralizado pela vitória frente ao Braga, no passado sábado, podemos dizer que os dragões são favoritos. Ainda assim, é preciso ter em conta que a equipa azul e branca esteve quatro jogos sem marcar e no sábado as coisas pareciam ir pelo mesmo caminho se não fosse o menino Rui Pedro já nos descontos.
 
Para terminar temos de fazer referência a Brahimi. O argelino não entrou mal frente ao Braga e, fruto da lesão de Otávio, pode ser opção no 11 para este jogo. O argelino brilhou sempre mais na Liga dos Campeões e tem potencial para o fazer. Faltará saber as suas condições psicológicas.
 
No jogo da primeira volta o FC Porto foi derrotado na Inglaterra por 1x0, com um golo de Slimani. Agora convém corrigir esse resultado e garantir a continuidade na prova milionária. A forma como o clube se vai comportar no mercado de janeiro será certamente influenciada pelo desfecho da noite europeia.
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terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Pensamento da Semana: Ainda Brahimi (e outros assuntos)

retirado do blog SOU PORTISTA COM MUITO ORGULHO
E com isto "arquivo" em definitivo o assunto Brahimi. Agora que cada um retire as suas conclusões. Eu já retirei as minhas e pelos vistos não sou o único a pensar da mesma forma.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Laboratório Anti Dopagem Continua Suspenso

E já lá vão 7 meses desde o dia 15 de Abril que a WADA (Agência Mundial Antidopagem) suspendeu a acreditação do nosso LAD. Resulta que atualmente as colheitas do material recolhido vão obrigatoriamente para um laboratório em Barcelona onde as análises são realizadas. Esta época o site da ADOP nem sequer apresenta qualquer estatística. Apenas tem os números referentes à temporada 2015/2016 que podemos ver neste Quadro.
Curiosamente o Benfica que deveria ser o clube mais vezes controlado por ser o que estava melhor classificado foi apenas 10 vezes, contra o Sporting (14 vezes) e o FC Porto (12 vezes). Não se compreendem estas diferenças entre os clubes mais controlados que já tinham sido referenciadas na época 2014/2015 ao contrário, por exemplo, da Académica (14 vezes) o Arouca (13 vezes) e o Braga (12 vezes)? Será que os “vampiros” ganham ao quilómetro e não lhes interessar controlar o clube da “casa”?
 
Interessante também a explicação que Rob Koehler, diretor geral da Agência Mundial dá para ter sido retirada a confiança no nosso Laboratório. “Houve duas grandes razões para a suspensão do Laboratório português. A primeira é técnica, a segunda de independência. A maneira como eram analisadas as amostras foi um problema. Para além desta questão científica foi invocada a falta de independência do LAD porque funcionava nas mesmas instalações da ADOP. Havia amostras que não estavam a ser analisadas”. Quer dizer, comentamos nós, “ficava tudo em família”. Não admira que “eles” corram tanto!
 
Por tudo isto espanta que um assunto tão importante não esteja ainda resolvido. A tutela do LAB pertence ao IPDJ-IP (Instituto Português do Desporto e Juventude) e a WADA (Autoridade Mundial de Anti Dopagem) continua a aguardar explicações que possibilitem novamente a acreditação do laboratório.
 
Voltaremos ao assunto

domingo, 4 de dezembro de 2016

Um Porto à Porto

imagem retirada de zerozero
Como descrever este FC Porto 1 x SC Braga 0 numa só frase? Simples: Um FC Porto à Porto! Penso que esta é a melhor forma de se começar a abordar uma partida onde o Futebol Clube do Porto foi dono e senhor de uma partida que era - por força da derrota do SL Benfica na Madeira - crucial.

Excelente a resposta dada pela equipa e treinador no jogo de hoje onde a pressão era mais do que muita dada necessidade vital de se vencer. Nuno Espírito Santo (NES) calou hoje muito treinador de bancada e, inclusive, mostrou uma coragem que já há muito se vinha exigindo dado que nos instantes finais do jogo este arriscou tudo e ganhou muito por culpa deste seu risco. É nestes pequenos mas grandes pormenores que se vê a diferença entre um treinador e um Treinador. Espero que agora os treinadores de bancada deixem o homem trabalhar até porque o grande problema do actual FC Porto não é o seu Treinador. É antes do foro psicológico e da extrema falta de sorte.

Efectivamente um dos grandes problemas do FC Porto é a cabeça. Isto porque em muitos momentos do jogo foi notória uma falta de confiança gritante da parte de alguns dos atletas dos Azuis e Brancos (André Silva foi um deles). E esta falta de confiança só foi possível contornar com a ajuda do público e de uma equipa portista combativa que nunca – mas nunca - baixou os braços.

O problema sorte (da falta dela) é algo que tem marcado presença assídua nos jogos dos Portistas. Hoje foi impressionante a quantidade de golos que o Futebol Clube do Porto falhou. Ora os remates iam para fora depois de uma boa jogada colectiva/individual. Ora a bola ia ao poste e depois para fora ou para as mãos do guarda-redes ou pés de um defesa. Ora o guarda-redes adversário está de tal forma inspirado que nada passa por ele. E por aí adiante.

E já agora, eu até pago para ver se Marafona vai ter um desempenho idêntico ao de hoje diante do SL Benfica. Eu aposto que não e até acredito que este vá facilitar. Não foi por mero acaso que os benfiquistas “encalharam” na Madeira. Só foi preciso ter-lhes aparecido pela frente uma espécie de Marafona.

Voltando ao jogo do Dragão, há quem ande por esta internet fora (e não só) a apregoar que o FC Porto não tinha uma ideia de jogo, mas hoje ficou bem demonstrado o quanto estes percebem de futebol. Claro que podemos – e devemos – criticar o excessivo recuo de Óliver Torres (o melhor em campo) no terreno de jogo. Assim como também podemos e devemos colocar em causa a excessiva lateralização do futebol portista e a lentidão dos processos atacantes em certos momentos do jogo. Mas o que não se pode dizer é que este Futebol Clube do Porto não tem uma clara ideia de jogo. A ideia de jogo existe e hoje foi aplicada na perfeição em campo. O que estava a faltar era a bola entrar na baliza adversária.

Espero sinceramente que NES saiba agora aproveitar este balanço. O campeonato está relançado dado que o 1.º lugar está agora a cinco pontos e ainda muita coisa vai ter de acontecer. Vamos a ver se esta suada - mas muito bem conseguida - vitória sobre o SC Braga é o “clic” que esta equipa do FC Porto necessitava para conquistar um título que já lhe foge há 3 longos anos.

Três notas finais:

- Marafona defendeu a grande penalidade que foi marcada por André Silva. Sim. Leram bem. Foi o guarda-redes que defendeu e não André Silva que a falhou. Estivesse a equipa portista com a confiança em alta e de certeza que Marafona não teria feito tal coisa. Por isto não comecem já a preparar o “pelotão de fuzilamento” do André Silva;

- Brahimi mostrou - mais uma vez - porque começa os jogos no banco e porquê razão vai muitas vezes para bancada. Depois de o argelino ter jogado bem na passada terça-feira diante do CF Os Belenenses, eis que Brahimi tem uma prestação muito razoável diante do SC Braga. Não fez a diferença e em muitos momentos do jogo complicou o que não era complicado. Continuem a fazer do moço o vosso “Messias” e não exijam dele o futebol perfumado que só ele sabe criar quando lhe apetece;

- Rui Pedro é (tal como André Silva) um “produto” made in FC Porto. O jovem atleta dos azuis e Brancos resolveu hoje uma partida deveras complicada e já na passada terça-feira tinha mostrado alguma da sua valia. Agora não vamos “endeusar” o rapaz e fazer dele a solução de todos os problemas do plantel do Futebol Clube do Porto.

Chave do Jogo: Penso ser óbvio e unânime que o lance que resolveu o jogo (no caso para os Portistas) foi o do golo de Rui Pedro.

Arbitragem: Ainda está para vir uma arbitragem na Liga NOS onde o Futebol Clube do Porto não seja amplamente prejudicado. Carlos Xistra esteve na marcação da grande penalidade a favor do FC Porto e na expulsão por vermelho directo de Artur Jorge, mas “esqueceu-se” de marcar uma outra grande penalidade a favor dos portistas por carga na grande área sobre André Silva e não se percebe porquê razão anulou dois golos legais ao Futebol Clube do Porto.

Positivo: Óliver Torres & Companhia. O “pequeno” espanhol foi hoje o maestro de um FC Porto que impôs o seu futebol. A manter e a melhorar se faz o favor.

Negativo: A dupla faceta de Marafona. O guardião da equipa bracarense realizou hoje uma grandiosa exibição. Porquê razão só faz tal diante do Futebol Clube do Porto?

Artigo publicado no blog o gato no telhado (03/12/2016)

sábado, 3 de dezembro de 2016

Desenhos iguais, resultados diferentes

O FC Porto recebe o Braga este sábado e não há margem para outra coisa que não uma vitória para a equipa de Nuno Espírito Santo. São cinco empates, quatro deles sem golos, e a paciência dos adeptos a esgotar-se. Nos últimos dois jogos já se viram lenços brancos e os dragões até estão atrás do Braga na Liga NOS. O técnico portista voltou a recorrer aos desenhos e ao quadro para passar uma mensagem aos adeptos, mas o que estes querem mesmo é o regresso aos triunfos.

Os portistas entram na partida a 10 pontos da liderança do campeonato e, quando se aproxima um Benfica x Sporting, não há mais espaço para empates ou derrotas. Importante também lembrar que os dragões vão ter um jogo com o Leicester, poucos dias depois de enfrentarem o Braga. Uma partida determinante para o futuro da equipa azul-e-branca.
 
Jogo entre duas equipas ofensivas
 
O treinador portista já revelou que a equipa que vai utilizar será muito parecida com aquela que normalmente usa. Por isso, podemos esperar um jogo semelhante aos últimos, ainda que o adversário não o seja. São duas equipas que gostam de ter bola e que previlegiam o ataque. Podemos esperar um jogo aberto e, ainda que seja previsível que José Peseiro não jogue da forma normal, não se espera uma equipa totalmente atrás da linha da bola.
 
Nuno Espírito Santo revelou que umas das grandes dificuldades dos azuis e brancos é enfrentar equipas que apenas defendem. Por isso e até porque o FC Porto tem jogado melhor nos jogos teoricamente mais complicados, não se espera um jogo sem golos e só com uma equipa atacar.
 
Do lado do Braga não há Mauro, não há Pedro Santos ou até Ricardo Ferreira. São jogadores importantes que José Peseiro não terá neste seu regresso ao estádio do Dragão, casa que foi «sua» na segunda metade da temporada passada.
 
Para terminar lembrar que estas duas equipas jogaram a última final da Taça de Portugal, com vitória para os minhotos. Até por isso, o jogo terá uma carga interessante e, apesar de ser excessivo para em vingança, haverá sempre um ajuste de contas entre portistas e bracarenses. 
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