segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

O que foi diferente?

imagem retirada de zerozero
Nada como começar a analise do FC Porto 3 x Moreirense FC 0 com uma simples mas pertinente questão.
 
O que foi diferente? O que foi diferente neste FC Porto para o FC Porto que perdeu em Moreira de Cónegos e empatou em Paços de Ferreira?
 
A resposta é mais do que óbvia: marcou golo. O estilo de jogo que a equipa de Nuno Espírito Santo (NES) apresentou hoje foi o mesmo que vimos nos dois jogos já aqui referidos. O onze inicial é pouco - ou nada – diferente daquele que foi apresentado nos dois maus resultados anteriores. Até a habitual lentidão de processos marcou presença. A única diferença é que desta vez a bolas foram à baliza de Giorgi Makaridze e entraram.
 
E claro. A arbitragem. Quando uma equipa de arbitragem pretende única e exclusivamente fazer o seu trabalho é natural que a equipa mais forte consiga derrotar, com maior ou menor dificuldade, a equipa mais fraca. E foi isto que aconteceu hoje no Estádio do Dragão. Que tal atitude da parte das equipas de arbitragem tenha vindo para ficar não obstante os ventos da Luz estarem agora a fazer o seu joguinho para que tudo volte ao antigamente… Como se o facto de o SL Benfica te empatado com o Boavista na Luz não ter sido por obra e graça do cavalheiro do apito. Adiante.
 
Parece haver uma ligeira melhoria no aproveitamento das bolas paradas por parte dos azuis e brancos. O golo inaugural dos portistas nasce de um canto que parece ter sido trabalhado nos treinos. Hoje os cantos e livres foram muito mais bem aproveitados do que em jogos anteriores. Espero que tal tenha vindo para ficar NES.
 
Assim como pode também haver uma ligeira melhoria na questão das substituições. NES não pode (nem deve) deixar a batuta de jogo entregue a Héctor Herrera. E muito menos tal tarefa deve ser entregue a André André. Isto porque falamos de dois jogadores combativos que tem sempre uma maior apetência para recuperar a bola e seguir em direcção à baliza (André André) e porque Herrera não um jogador que lide muito bem com a pressão da construção de jogo. Bem sei que o resultado dava para fazer algumas experiências, dar algum tempo de jogo a certos atletas e que Danilo Pereira estava a levar a cabo um jogão, mas penso que não teria sido nada má ideia ter-se colocado João Carlos Teixeira no lugar de Òliver Torres. A boa qualidade de jogo agradecia e os adeptos presentes no Estádio do Dragão também.
 
Agora há que continuar em frente e há sobretudo que apoiar esta equipa e o seu treinador. A primeira volta do campeonato chegou ao seu fim com a clara demonstração de que quando não há #colinho e a falta de sorte não marca presença o Futebol Clube do Porto vence enquanto o Benfica “empana”.
 
MVP (Most Valuable Player): Danilo Pereira. Confesso que estive para dar este “título” a Herrera que até vem fazendo alguns jogos a um bom nível (hoje não foi excepção) mas a verdade seja dita que Danilo Pereira foi muito mais consistente do que o mexicano durante toda a partida. Danilo foi um patrão no verdadeiro sentido do termo, o que possibilitou a que Óliver Torres pudesse explanar todo o seu fantástico futebol (factor que acabou por conduzir o FC Porto à vitória na partida de hoje).
 
Chave do Jogo: Apareceu no minuto 45' para resolver a contenda a favor dos dragões. Se até aqui o Moreirense ainda tinha esperanças de fazer face ao forte ascendente do FC Porto, a partir desta altura com a expulsão de Geraldes tudo terminou para a equipa de Augusto Inácio.
 
Arbitragem: Fábio Veríssimo esteve hoje mais interessado em arbitrar do que em ser protagonista ou serviçal de um certo clube. Bem na expulsão de Geraldes mas mal no lance em que Felipe faz falta sobre um jogador do Moreirense quando este seguia isolado para a baliza do FC Porto. Felipe deveria ter sido expulso por acumulação de amarelos. Arbitragem razoável sem interferência no resultado final.
 
Positivo: O bom futebol do FC Porto. Domínio total do jogo, posse da bola, pressão sobre o adversário, jogadas colectivas, procura de espaços, etc. O mínimo que se pode exigir a uma equipa que luta pelo título.
 
Negativo: Linha defensiva do FC Porto. Alex Telles esteve bem no ataque mas a defender foi fraco e mostrou alguma desconcentração em momentos cruciais. O mesmo se pode dizer da dupla de centrais.
 
Artigo publicado no blog o gato no telhado (15/01/2017)

domingo, 15 de janeiro de 2017

Bons ventos para o dragão dobrar as tormentas

A época do FC Porto tem sido um rebuliço. A fases de crença seguem-se momentos de desilusão, a momentos de confiança renovada seguem-se fases de desalento e pessimismo. Este pode perfeitamente ser um momento indicado para retomar o bom astral que andou pela mente portista em boa parte de dezembro.

Um bom astral que se evaporou com três resultados negativos, um deles precisamente contra este Moreirense, que valeu a saída da Taça CTT, nos quais voltaram os fantasmas da ineficácia. Mas um bom astral que pode voltar num contexto favorável: os empates de Benfica e Sporting, este sábado.
 
Não há Brahimi e não há contratações (até ver). Já há Kelvin, que pode ser carta a lançar durante a partida, sendo capital a importância da imprevisibilidade e do desequilíbrio no um-para-um. O argelino é o mais dotado, Kelvin pode ser a solução.

Os dragões podem voltar a ficar a quatro pontos da liderança e cimentar o segundo lugar, tendo, por isso, a tarefa de ultrapassar um Moreirense com várias debilidades - disso deu conta Augusto Inácio na conferência de imprensa - mas crente de que é possível a surpresa, tal como foi na Taça CTT.
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sábado, 14 de janeiro de 2017

Parceria A Mística Azul e Branca/Linksport (Newsletter)

Liga PADEL Challenge LINKSPORT 2017

A Linksport e o IPC (Indoor Padel Center – Carnaxide) têm o prazer de apresentar a I Edição da Liga Padel Challenge Linksport 2017.
 
A I Edição da Liga Padel Empresarial Linksport será formada por 8 Empresas, sendo jogada todas as quintas-feiras entre as 18h e as 22h no Indoor Padel Center em Carnaxide. 
 
O modelo competitivo a adoptar será a de uma Liga em que todas as equipas/empresas se defrontam, com a vitória a valer 3 pontos. 
 
Cada empresa poderá fazer-se representar por uma equipa de 4 jogadores, podendo 3 marcar presença nos jogos agendados durante 7 semanas seguidas. A I Edição terá início em Janeiro de 2017. 
 
Cada jogo será disputado à melhor de 3 sets, com super tie-break (10 pontos) em caso de empate. Cada jogo terá um campo coberto reservado durante 2 horas. 
 
Todos os jogos da competição serão filmados e cada atleta será brindado com um pólo devidamente identificado. 
 
O objectivo da Liga Padel Empresarial Linksport, será a formação de divisões geradas pelo nível competitivo de cada empresa/equipa ao longo de todo o ano. 
 
No final da competição, a equipa vencedora será brindada com uma magnífica premiação: Jantar no Restaurante Maria Azeitona, numero 1 trip advisor na região da Amadora. 
 
A organização estará presente durante todas as jornadas da competição, garantindo não só a gestão dos jogos, como hidratação a todos os atletas e bolas para todos os desafios. 
 
As empresas inscritas na I Edição da Liga Padel Challenge Linksport poderão fazer-se representar por atletas masculinos ou femininos de nível II, III ou IV. O importante será sempre a participação. 
 
A Linksport realiza ainda clínicas de padel com introdução à modalidade, conceito, regras e vertente táctica com professores credenciados para o efeito. 
 
Para mais informações ou inscrições, contacte-nos através dos habituais meios: 918263132 ou tsoares@linksport.pt 
 
O IPC é constituído por 8 campos de padel cobertos, bar de apoio, parque de estacionamento privado e uma excelente localização: Carnaxide. http://www.indoorpadelcenter.pt/ 
 
Não fiques de fora e representa a tua empresa na melhor Liga de Padel Empresarial do Concelho de Lisboa.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Falemos de Laurent Depoitre

Todas as vezes que o Futebol Clube do Porto tem um jogo menos conseguido eis que surgem logo uma quantidade de pessoas a clamar por Depoitre.

Porquê raio o treinador não colocou Depoitre em campo?

Porquê razão não se apostou no famoso “chuveirinho”?

A resposta a estas questões é simples. Demasiado simples. É tão simples que até fico com a impressão (se calhar errada) de que quem vem para a praça pública com tais perguntas o faz por manifesta má vontade.

Ora bem. A famosa táctica do “chuveirinho” é algo que agrada imenso aos adeptos. E é algo que - bem aplicada - resulta e faz com que a equipa dê a volta a um resultado negativo. Rui Vitória na época anterior recorreu várias vezes ao “chuveirinho” com algum sucesso. Mas, repito, para que o “chuveirinho” funcione é necessário que este seja bem aplicado, senão de outra forma vamos ter uma equipa a “despejar” bolas na área e a outra equipa a enviar as ditas para longe da sua área.

É aqui que “a porca torce o rabo” no que ao Futebol Clube do Porto diz respeito. Não se espere que o belga Depoitre tenha a capacidade de fazer aquilo que Raúl Jiménez fez no SL Benfica na época transacta.

O belga é um jogador um tanto ou quanto lento. É alto mas tem um mau jogo de cabeça. Em termos posicionais não é dos melhores. O seu remate é “fraquito”. Tal como o seu domínio de bola. Em suma, Depoitre é um atleta cujo estilo de jogo se assemelha muito ao de Éder. Ou seja; Depoitre é aquele tipo de jogador forte fisicamente que joga muito bem em tabelas de costas voltadas para a baliza adversária.

Depoitre não é, portanto, o tipo de jogador que resolve os jogos complicados do Futebol Clube do Porto. Não estou com isto a dizer que Depoitre não possa vir a fazer (como já fez) o golo da vitória nos jogos complicados, mas este não é (nem nunca será) a tal solução milagrosa que eu leio e ouço por aí.

É muito por isto que estou em crer que muitos dos comentários sobre Depoitre só têm um único objectivo: denegrir o treinador.

Já se me vierem falar de Depoitre como tendo sido uma má contratação e que Gonçalo Paciência era capaz de fazer melhor figura eu sou como outro… Mas não é isto que leio e pelos vistos não é isto que vou ler nunca dado que me parece que há muito mais gente interessada em prolongar o estado de coisas no FC Porto do que em fazer o possível para melhorar o dito estado.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Pensamento da Semana: A carta que falta

Muito se tem escrito e dito nos últimos tempos sobre o actual estado de coisas no Futebol Clube do Porto. Não contrario nem descarto qualquer uma delas mas existe um erro fatal que se cometeu no passado que me parece que ainda ninguém deu por ele. Ou não quis dar.

Há coisa de dois anos o Futebol Clube do Porto apostou numa espécie de projecto à Barcelona. Ou seja; o Clube mudou radicalmente a sua política de contratação/venda de jogadores para apostar em força em atletas caros (passes e ordenados elevados).

A ideia era simples: contratar atletas que dessem uma resposta imediata à filosofia de jogo de um treinador que pretendia implementar um futebol de posse (à Barcelona de Guardiola) no FC Porto. Mas é certo e sabido que o Futebol Clube do Porto não beneficia das mesmas condições financeiras de que beneficia o Barcelona. Ora para responder a este problema a Direcção na altura optou então pela contratação de vários jogadores emprestados.

Na primeira época de Julen Lopetegui a coisa até que correu mais ou menos bem em termos financeiros. Já a nível desportivo a época foi um tremendo fracasso. Entretanto os jogadores emprestados regressaram aos seus respectivos Clubes.

Veio a temporada seguinte e apostou-se no mesmo treinador e na mesma política de contratações (desta vez sem atletas emprestados). Tais apostas fracassaram por completo. Desta vez nem a parte financeira se salvou (agudizou).

Ora o que se perdeu então (para além dos títulos e dinheiro) nestas duas épocas desde a chegada e saída de Julen Lopetegui do comando técnico do FC Porto? Simples. Uma equipa! O Futebol Clube do Porto andou duas temporadas sem construir uma equipa.

É este o cenário que Nuno Espírito herda.

Nuno não tem uma equipa, não tem uma ideia de jogo trabalhada, não tem um plantel equilibrado, mas tem de lidar com os erros constantes das arbitragens, lidar com os seus próprios erros e está altamente pressionado para vencer.

Será que a culpa do actual estado de coisa é mesmo do treinador? Será que quem exige a demissão de NES e o crítica desde a sua chegada ao Dragão está a colocar todas as cartas em cima da mesa? Ou será que se está a esquecer (propositadamente ou não) daquela carta?