sexta-feira, 23 de junho de 2017

Pensamento da Semana: Aonde é que pára a indignação?


Nuno Cabral não era observador, nem sequer o delegado da Liga desse jogo, refira-se. Segundo o Expresso, Luís Filipe Vieira terá, então, pedido a Paulo Gonçalves para que fizesse o que tinha de fazer para baixar a nota de Rui Costa: "Paulo, devíamos participar deste artista, pois brincou com o Benfica. Temos de dar-lhe cabo da nota".

Meses depois, Nuno Cabral enviou um email a Pedro Guerra, comentador e diretor de conteúdos da Benfica TV, a comunicar que a avaliação de Rui Costa descera de 3,5 para 2,0. "Inicialmente o observador atribuiu-lhe 3,5. Com a nossa reclamação passou para 2,0", terá escrito Nuno Cabral a Pedro Guerra.


in ojogo

Servindo-me do título de um famoso filme dos anos 80, repito a pergunta que serve de título a esta publicação:

Aonde é que pára a indignação da APAF perante este facto trazido ao conhecimento de todos por intermédio do semanário Expresso

Ou será que a dita Associação só se indigna quando o nome do Futebol Clube do Porto surge associado a uma qualquer suposta polémica que envolva os árbitros portugueses?

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Portugal bom vs Portugal mau

imagem retirada de zerozero
Hoje em Moscovo assistimos às duas facetas da nossa selecção. Na primeira parte tivemos um Portugal autoritário que impôs o seu futebol a uma Rússia que está longe - muito longe mesmo - de ser aquela selecção que dominava o futebol europeu e que “dava cartas” nos Mundiais de futebol. Já na segunda parte os papéis inverteram-se dado que Portugal foi recuando no terreno de jogo e a Rússia aproveitou-se de tal para colocar em prática o seu simples futebol. Felizmente o “fantasma” do tempo de compensação não apareceu para assombrar Portugal, embora o dito até tenha tentado marcar presença.

Ora tudo isto para dizer que Portugal venceu e fez por isto, mas bem que poderia ter evitado a pobrezinha segunda parte com que nos brindou. Até que se compreende que se diga que o jogo não era fácil porque os russos jogaram em casa e tiveram (quase) sempre o apoio incondicional dos seus adeptos, mas tendo em consideração que esta equipa do leste da europa é tão limitada em termos técnicos e que o seu futebol é tão simples seria de esperar que Portugal impusesse o seu futebol com relativa facilidade. Especialmente se tivermos em linha de conta que as alterações que Fernando Santos promoveu foram muito boas. Adrien Silva no lugar de Moutinho era óbvio dado que Moutinho já é aquele “maestro” de outros tempos, contudo eu teria mantido Quaresma no onze inicial e retirado André Gomes para no seu lugar colocar o fabuloso Bernardo Silva, mas não foi isto que aconteceu e terá sido (talvez) muito por isto que Portugal realizou uma segunda parte tão pobrezinha. Muito bem vista foi a troca de Fonte por Bruno Alves tendo em consideração, repito, o futebol directo da equipa da Rússia, se bem que Pepe poderia ter deitado tudo a perder no último minuto de jogo num canto a favor dos russos.

Em suma, não obstante a dupla faceta que a equipa de Todos Nós mostrou hoje Portugal está com um pé e meio na fase seguinte da prova. Convêm é não encher o peito de ar e entrar com tiques de vedeta no próximo jogo diante da Nova Zelândia. O México está neste momento a fazer tal coisa e a pagar um preço bem cario por tal.

MVP (Most Valuable Player): Cédric Soares. O defesa lateral direito português realizou (mais um) excelente jogo. Fantástico na defesa e excelente no apoio ao ataque sempre que para tal era solicitado. Desta vez não marcou, mas Portugal bem que pode estar agradecido a Cédric pelo excelente desempenho em campo. Especialmente na segunda parte onde a “avalanche” ofensiva russa foi grande.

Chave do Jogo: Inexistente. Em momento alguma algumas das equipas foi capaz de criar um lance que colocasse um ponto final na partida a seu favor.

Arbitragem: Quando a equipa de arbitragem tem qualidade o vídeo árbitro torna-se completamente obsoleto. Foi o que aconteceu nesta partida. O único erro que se pode apontar ao árbitro foi o de não ter expulso Georgiy Dzhikiya por agressão a Pepe na segunda parte.

Positivo: Fernando Santos. O seleccionador nacional percebeu o que tinha de fazer após o frustrante empate com o México na jornada inaugural e apostou numa série de mudanças no onze inicial, mudanças estas que fizeram com que Portugal tivesse derrotado a Rússia.

Negativo: Falta de eficácia. Parece que a nossa selecção não se liberta do velho problema da falta de eficácia. Tantas e tantas oportunidades desperdiçadas na segunda parte. Tal poderia ter ditado o desfecho negativo desta partida. Felizmente a sorte protegeu a equipa lusa.

Artigo publicado no blog o gato no telhado (21/06/2017)

terça-feira, 20 de junho de 2017

Fair-Play Financeiro

A UEFA castigou o nosso Clube devido ao incumprimento das regras do fair-play financeiro. Estamos obrigados a pagar cerca de 700 mil euros mas a penalização poderá chegar aos 2,2 milhões de euros, dependendo do cumprimento do acordo que tivermos estabelecido com a UEFA. Contudo sabemos que na próxima época só poderá inscrever 22 jogadores (em vez dos habituais 25) para as competições europeias. Caso até à temporada 2020/2021 os prejuízos não diminuam o FC Porto poderá ser afastado das provas da UEFA. Para os menos habituados a estas minudências passo a resumir o que se passou.

Como os meus amigos devem estar recordados, a Sad do nosso clube apresentou nos últimos 3 anos os seguinte resultados: em 2013/2014 40M€ de prejuízo. Em 2014/2015 19,3M€ de lucro. Em 2015/2016 58,4M€ de prejuízo o que eleva os resultados negativos sob análise para 79M€. Sempre que no período ultrapassar os 30 milhões, o painel de verificação da UEFA envia o processo para os órgãos disciplinares. Foi o que aconteceu este ano.

Desta forma, o FC Porto terá agora de registar perdas controladas, passando a ter as contas auditadas pelo Comité de Controlo Financeiro de Clubes da UEFA nas próximas quatro épocas. Isto significa que no presente ano desportivo que termina a 30 de Junho só poderá registar até 30M€ de prejuízo. Até à temporada 2020/21, a SAD terá de alcançar um 'break-even', isto é, ter Resultados Operacionais equilibrados. Não poderá gastar mais do que aquilo que ganha.
Em termos rigorosos, os clubes podem gastar até mais 5 milhões de euros do que ganham por período de avaliação (três anos). No entanto, podem exceder este limite até um certo nível, se ele estiver inteiramente coberto por uma contribuição/pagamento por parte do dono do clube ou entidade envolvida. Isto evita o acumular de uma dívida insustentável.

A falta de conformidade com os regulamentos não significa que um clube seja excluído automaticamente, mas não haverá exceções. Dependendo de vários fatores (por exemplo, a tendência do resultado para o equilíbrio das contas), podem ser impostas várias medidas disciplinares a um clube. Há vários tipos de sanções;

a) Advertência
b) Repreensão
c) Multa
d) Dedução de pontos
e) Retenção das receitas de uma competição da UEFA
f) Proibição de inscrição de novos jogadores nas competições da UEFA
g) Restrição ao número de jogadores que um clube pode inscrever para a participação em competições da UEFA, incluindo um limite financeiro sobre o custo total das despesas com salários dos jogadores inscritos na lista principal (A) para a participação nas competições europeias
h) Desqualificação das competições a decorrer e/ou exclusão de futuras competições
i) Retirada de um título ou prémio 
Um pormenor que não se percebe muito bem neste Regulamento, feito presumivelmente para salvaguardar o equilíbrio dos clubes, é como o clube da treta que apenas tem Contas equilibradas à custa de um Passivo gigantesco fica fora das sanções. A artimanha tem sido comprar paletes de jogadores (tem mais de 120 sob contrato) e depois emprestá-los aos clubes adversários com dois intuitos. O primeiro que estejam impedidos de jogar contra a sua equipa e o segundo que sejam os outros a fazer de barriga de aluguer valorizando os atletas que mais tarde poderão ser transacionados com mais-valias significativas.

No nosso caso, que é o que nos interessa, resta-nos a solução de refazer a equipa com os jogadores que regressam ao plantel e transacionar as sobras. Evidentemente que os potenciais compradores conhecendo as nossas dificuldades tentarão gastar o menor dinheiro possível em eventuais compras. Também não podemos ignorar que o excelente acordo com a MEO onde vamos arrecadar bons Proveitos só começa a produzir efeitos a partir da época 2018/2019. Não vamos ter vida fácil nos próximos anos.

Até à próxima

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Lá voltamos às contas

imagem retirada de zerozero
Parece gozo mas não é. Portugal tem mesmo o sádico prazer de andar sempre com a calculadora na mão no que a estas coisas do futebol diz respeito. A nossa Selecção sabia (ou pelo menos deveria saber) que a selecção do México é muito forte no ataque e algo mediano na defesa, mas mesmo assim a nossa equipa entrou em campo algo apática e em muitos momentos da primeira parte pareceu estar perdida em campo e, inclusive, deu-se mal com a pressão que os mexicanos iam fazendo no meio campo.

Obviamente que o facto de os habituais “pastéis de nata” de nome William Carvalho e André Gomes contribuíram, e muito, para o estado de coisas na primeira parte mas não foram os únicos a “ficar mal na fotografia”. A dupla de centrais lusa que no último Europeu deu muito boa conta de si não esteve lá muito bem na partida de hoje. Os dois golos sofridos são disto um bom exemplo. Tivessem Pepe e Fonte feito o seu trabalho como deve ser e pelo menos o último golo dos mexicanos não teria entrado… Tanto Fonte como Pepe tinham a obrigação de saber que o México é muito forte nos lances pelo ar.

Fernando Santos também não esteve nos seus dias. Por perceber fica a razão pela qual André Silva foi relegado para o banco em detrimento de Nani. Ainda se Nani tivesse tudo uma boa época no Valência… E que ideia foi aquela de retirar Quaresma do campo quando este poderia ter sido deveras importante na fixação dos rapidíssimos defesas laterais mexicanos? A única alteração em que Fernando Santos me pareceu ter estado bem foi na entrada de Adrien para o lugar de um fatigado João Moutinho. Em tudo o resto foi de uma nulidade sem sentido.

É verdade que Portugal melhorou muito na segunda parte (William começou - finalmente – a vir buscar bola à defesa e a apoiar os seus colegas da linha defensiva) e que impôs, com alguma dificuldade, o seu futebol perante um México sempre muito combativo e com um Guarda-redes inspirado, mas tivesse o onze luso feito o seu trabalho e não estaríamos agora a dizer que é fundamental vencer a Rússia para não se chegar à última jornada com o raio da calculadora numa mão e com o Terço na outra.

MVP (Most Valuable Player): Cristiano Ronaldo. Jogou e fez jogar. Marcou presença nos dois golos de Portugal e foi de todos os jogadores lusos aquele que pareceu sempre muito mais interessado em “dar o litro” pela nossa Selecção. Merecia uma vitória por tudo o que fez em campo mas, infelizmente, tal não foi possível. Que regresse – mais uma vez - em grande diante da Rússia!

Chave do Jogo: Inexistente. Em momento alguma algumas das equipas foi capaz de criar um lance que colocasse um ponto final na partida a seu favor.

Arbitragem: Para quem diz que o vídeo árbitro é a oitava maravilha do Mundo ficou hoje demonstrado (mais uma vez) que tal não passa de uma tremenda treta facciosa! É incrível que os golos portugueses tenham suscitado sempre dúvidas ao árbitro. Já os golos dos mexicanos eram invariavelmente “claros como água”. Por explicar está a anulação do primeiro golo português… Obra do fabuloso vídeo árbitro! Tirando isto posso dizer que Néstor Pitana levou a cabo uma arbitragem razoável se bem que aqui e acolá tolerou o jogo violento dos mexicanos.

Positivo: Ricardo Quaresma O melhor em campo depois de Cristiano Ronaldo. Jogou, lutou e marcou um golo. Poderia ter marcado outro ainda na primeira parte mas a sorte não quis nada com ele. A manter Quaresma!

Negativo: André Gomes e William Carvalho (mais uma vez). A dupla “pastel de nata” do meio campo de Portugal. André Gomes mostrou – mais uma vez – porque é tão mal amado em Barcelona e William justificou a razão pela qual o Sporting CP teve a época que teve. 

Artigo publicado no blog o gato no telhado (18/06/2017)

domingo, 18 de junho de 2017

O Cantinho das Modalidades

  • Andebol
- O dinamarquês Lars Walther é o novo treinador de andebol do FC Porto. O escandinavo, de 51 anos, vai pela primeira vez assumir o comando técnico de uma equipa portuguesa, depois de ter passado duas temporadas ao serviço de clubes nacionais (Sporting em 1987/88 e Marítimo em 1995/96) enquanto jogador.

O antigo lateral-direito chega ao Dragão Caixa depois de em 2001 ter iniciado a carreira de treinador nos dinamarqueses do Virum e no seu percurso já passou pelos campeonatos alemão, esloveno, italiano, polaco, romeno e suíço. O treinador soma três títulos de campeão nacional (Wisla Plock-2011, na Polónia, Baia Mare-2015, na Roménia e Kadetten-2016, na Suíça) e duas taças (Baia Mare-2015 e Kadetten-2016). Em 2011, no ano em que levou ao título o Wisla Plock (clube em que jogam agora Gilberto Duarte e Tiago Rocha) foi considerado o melhor treinador na Polónia.
  • Basquetebol
- O FC Porto e o extremo José Silva não chegaram a acordo para a continuidade do jogador no Dragão Caixa, tendo o internacional português recusado uma proposta de contrato válida para as próximas três épocas desportivas.

A José Silva, que chegou do Vitória de Guimarães no verão de 2015 para se sagrar campeão nacional em 2016, o FC Porto agradece o empenho revelado nas duas épocas em que representou o clube, desejando-lhe as maiores felicidades para o próximo projeto desportivo.
  • Hóquei em Patins
- A equipa B de hóquei em patins do FC Porto sagrou-se campeã da terceira divisão nacional. A confirmação do título da formação orientada por João Lapo chegou após o triunfo sobre a Académica de Coimbra (5-0), no Dragão Caixa, quando ainda falta disputar uma das seis jornadas da fase de apuramento do campeão em que, além dos azuis e brancos e estudantes, participam Sporting B e Alcobacense.

- O FC Porto Fidelidade conquistou o 22.º título de campeão nacional de hóquei em patins. Na derradeira jornada do campeonato, os Dragões ultrapassaram o Benfica na classificação após ambas as formações terem partido com 65 pontos para os jogos de todas as decisões. Com desvantagem no confronto direto (primeiro critério de desempate), os azuis e brancos eram obrigados a fazer melhor do que os encarnados no pavilhão do Sporting e conseguiram-no: na 26.ª jornada venceram o Riba D´Ave por 11-4 e beneficiaram do empate no dérbi lisboeta (5-5).
  • Bilhar
- O FC Porto é o novo campeão europeu de bilhar às três tabelas. Depois de 10 medalhas (quatro de prata e seis de bronze), os Dragões tornaram-se na primeira formação portuguesa a conquistar o mais importante troféu de clubes do continente europeu, a Taça da Europa de Clubes. Na final, numa reedição do jogo decisivo de 2016, os Dragões “roubaram” o troféu que estava na posse dos turcos do Gaziantepspor.

- Ainda a saborear a primeira vitória na Taça da Europa de Clubes, o FC Porto entrou a ganhar na final six do Campeonato Nacional por equipas, ao receber e bater a Académica de Leça, por 4-0, na Academia de Bilhar do Estádio do Dragão.

- A equipa de bilhar às três tabelas do FC Porto colocou um ponto final na longa série de 41 vitórias consecutivas obtidas no Campeonato Nacional, ao empatar (2-2) com o Leça no jogo da segunda jornada final six, disputado na Academia do Dragão. A sul, no outro jogo grande da ronda, o Sporting foi derrotado pelo Benfica, agora primeiro classificado, com seis pontos, mais um do que os azuis e brancos.

- Depois do empate caseiro frente ao Leça FC (2-2), o FC Porto regressou aos triunfos na final six do Campeonato Nacional por equipas, ao vencer em casa do Ginásio do Sul (4-0), em partida referente à quarta jornada. Os azuis e brancos seguem na segunda posição, com oito pontos, menos um do que o Benfica.
  • Ciclismo
- O ciclista João Rodrigues foi o melhor entre os corredores da W52-FC Porto-Mestre da Cor na primeira etapa do Grande Prémio Abimota. O portista concluiu a tirada de 147 quilómetros, que ligou as localidades de Proença-a-Nova a Belmonte, na quinta posição, com o tempo de 3h36m31s, gastando mais 1m17s do que o vencedor da etapa. O mais rápido do dia foi o espanhol Vicente de Mateus (Louletano-Hospital de Loulé) que, depois de descolar do pelotão nos derradeiros 10 quilómetros, deixou a concorrência mais próxima a 1m14s.

- O ciclista espanhol Ángel Sánchez, da W52-FC Porto-Mestre da Cor, venceu a segunda etapa da 38.ª edição do Grande Prémio Abimota, cujos 144,5 quilómetros de extensão ligaram as localidades de Penamacor e Sabugal. Numa tirada que teve como maior dificuldade uma contagem de montanha de terceira categoria (Sortelha), mas que foi marcada por muitos altos e baixos, Sánchez demorou 3h56m10s a cruzar a meta, tendo terminado com uma média de 40,1 quilómetros por hora.

- Depois de um quinto e de um quarto lugar, João Rodrigues concluiu a terceira etapa da edição de 2017 do Grande Prémio Abimota na terceira posição, reforçando o estatuto de melhor corredor da W52-FC Porto-Mestre da Cor na corrida. Nesta tirada, com uma extensão de 171,2 quilómetros, entre Almeida e Manteigas, o corredor portista foi apenas superado por César Fonte (LA Alumínios-Metalusa BlackJack) e pelo camisola amarela Vicente de Mateos (Louletano-Hospital de Loulé), primeiro e segundo, respeivamente. O grupo da frente, de sete ciclistas, terminou a prova em 4h13m54, a uma média de 40,4 quilómetros por hora.
  • Desporto Adaptado
- Formada por António Macedo, Mário Ribeiro e Pedro Cardoso, a equipa de Ténis de Mesa Adaptado do FC Porto sagrou-se tricampeã nacional. Em Viseu decorreu, simultaneamente, a Fase Final do Campeonato Nacional de Equipas e o Campeonato de Portugal de Ténis de Mesa Adaptado, em que o portista Pedro Cardoso venceu pela segunda vez de forma consecutiva.

Também no Campeonato de Portugal (competição organizada pela ANDDI - Associação Nacional de Desporto para a Deficiência Intelectual), o par constituído por António Macedo e Pedro Cardoso subiu ao primeiro lugar do pódio, enquanto na classe para atletas com Síndrome de Dowm, Fábio Ramalho alcançou a terceira posição.

- Os portistas Pedro Cardoso e Fábio Ramalho foram escolhidos para representar a seleção portuguesa de ténis de mesa de desporto adaptado que vai participar em dois torneios distintos, a realizar no próximo mês de outubro.

O selecionador nacional Nuno Machado “recrutou” Pedro Cardoso para jogar o 10.º Campeonato do Mundo INAS, que decorrerá entre os dias 21 e 28 de outubro em Hradec Kralov, na República Checa, enquanto Fábio Ramalho está entre os eleitos para disputar a primeira edição do Campeonato da Europa/Open Internacional de Ténis de Mesa ITTADS (que se insere no Internacional Down Syndrome Championship), que se realiza entre 11 e 16 de outubro, em Vila Nova de Gaia.
  • Natação
- A equipa do FC Porto venceu a primeira edição do Troféu de Natação Master, que se disputou no passado fim de semana, no Complexo de Piscinas de Campanhã. Na competição, foram estabelecidos quatro novos recordes nacionais, dois dos quais por nadadores portistas: Sérgio Silva, do escalão A (25-29 anos), nos 50 metros bruços (30,16), e Carlos Santos, também do escalão A (25-29 anos), nos 50 metros mariposa (25,35).

sábado, 17 de junho de 2017

Desespero


Não querendo de forma alguma entrar no famoso caso que tem assolado o futebol português nos últimos tempos (já o disse e repito; não comento casos de polícia), gostaria somente de deixar aqui alguns pontos sobre o comunicado do SL Benfica sobre o dito cujo.

Ora partindo do pressuposto de que esta notícia resume o dito ao essencial:

1- Eu sei que o Código do Processo Penal sofreu algumas revisões recentemente, mas que eu saiba ainda não existe um artigo que permita a um qualquer cidadão (seja ele uma pessoa singular ou colectiva) solicitar a reabertura de um qualquer Processo arquivado sem que se traga factos novos que assim o determinem. Dito de outra forma; o SL Benfica ameaça o Futebol Clube do Porto com a reabertura do famoso Processo “Apito Dourado”. Resta é saber quais as razões para tal dado que, ao contrário do que tem sido feito por Francisco J. Marques nas últimas semanas, o clube da Luz não deu conhecimento de nada relativamente ao dito Processo; 
2- Quanto à tese da “violação da privacidade”, penso que aqui se aplica o mesmo tipo de lógica dos famosos “Panama Papers”. Agora se o SL Benfica acha que está acima de tudo e, inclusive, do interesse público a história é outra e tem – presumo – tratamento numa qualquer instituição psiquiátrica; 
3- No seu comunicado o SL Benfica fala em “cortinas de fumo”. É caso para se dizer que lhes “fugiu a boca para verdade”, pois em parágrafo algum deste mesmo comunicado vemos o Benfica a negar o conteúdo dos ditos e-mails e a refutar as acusações de que é alvo. Sendo assim quem é que está realmente a criar “cortinas de fumo”? 

E haveria muito mais a dizer, mas eu confesso que não gosto de dar tempo de antena a virgens ofendidas e como tal fico-me pela simples conclusão de que por esta altura o desespero na Luz já é monstruoso… Já nem sequer se dão ao trabalho de desviar as atenções daquilo que está realmente em cima da mesa: indícios de que nos últimos anos o Sport Lisboa e Benfica influenciou o sector da arbitragem portuguesa a seu favor! Tal coisa em Itália deu que falar. E de que maneira!