quarta-feira, 1 de março de 2017

Pensamento da Semana: Se não fosse perigoso… (parte 2)

Aqui há tempos escrevi o seguinte artigo do qual destaco esta parte:

E tudo isto é perigoso porque quando o SLB faz “barulho” em torno das arbitragens tem sempre a devida recompensa.

Todos vimos o que se passou no Estádio do Bessa no passado Domingo.
 
Não creio que no tal de “ambiente de coação” do SL Benfica se enquadre o que vemos na imagem em baixo. 
imagem retirada do blog Porto Universal
Repito; tudo isto teria uma piada imensa se não fosse perigoso.

É que há “coação” e “coação”. Aquilo que Luisão fez na jornada anterior não foi “coação”. Foi antes um gesto de tremendo respeito para com o árbitro.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Triste Espetáculo

Não me estou a referir às agressões aos nossos jogadores no passado Domingo com a complacência miserável de mais um árbitro-proveta da fornada que nos deixou o senhor Vítor Pereira. Desta vez vou analisar o triste efeito mediático das eleições para presidente de um dos circos da 2ª Circular. Parece que desta vez “até vale tirar olhos”.
 
Num dos cantos do rinque o popular “fumaças” que dirige o clube desde 2013 sem conquistar praticamente nada. No outro PMR (Pedro Madeira Rodrigues), um rapazola saudoso do antigamente, sem qualquer passado desportivo a recordar, caído de paraquedas, apoiado pelo Grupo Excursionista Os Amigos dos Croquetes e por dois fosseis desse tempo, Carlos Severino e Abrantes Mendes.
 
Como é tudo malta modernaça insultam-se pelo Twitter ou nas páginas dos pasquins da capital e escolheram para palco do único debate público o canal do clube. Não vamos esmiuçar aqui o que os mandatários das candidaturas os ensinaram a dizer. Por demais conhecidos os assuntos-vedeta foram a situação económica da SAD com os estafados VMOC, e a falta de resultados desportivos que, na finalidade, são os que mais interessam aos sócios. O resto é bate-papo, verbo-de-encher.
 
Atirado às feras um nome muito popular aquando da falência do BES, José Maria Ricciardi, que dirigiu o BESI de Angola. Agora, segundo PMR, com suspeitas de recebimento de comissões (onde é que eu já ouvi isto?) nos empréstimos e transferências.
 
Lá estarão os meus amigos a perguntar o que é que nós, Portistas, temos com isso. Olhem que temos, olhem que temos! Mais que não seja, daqui por 3 anos quando precisarmos de escolher um novo presidente para o nosso Clube. Espero que não se façam estas tristes figuras. Vamos por agora deixar os candidatos em paz e aguardar até ao dia 4 de Março para conhecer a margem que Bruno de Carvalho terá a mais que o rapazinho.
 
Até à próxima

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Na Raça!

imagem retirada de zerozero
Contra tudo e contra todos, este Futebol Clube do Porto mostrou – mais uma vez – que vai lutar até ao fim pela conquista do título. Bem que podem “fazer as coisas pelo outro lado” que este Dragão tem hoje algo que faz frente a tudo e a todos: uma equipa!

Já se sabia que o jogo no Bessa ia ser complicado. Miguel Leal está, pouco a pouco, a recuperar o Boavista de outros tempos. Nuno Espirito Santo (NES) sabia disto e apostou num 4x3x3 onde Yacine Brahimi e Jesús Corona tinham como tarefa abrir os flancos da defesa boavisteira. André André ficou encarregue de pressionar o centro da defensiva axadrezada, Óliver Torres, recuado no terreno de jogo, pautava todo o jogo ofensivo dos azuis e brancos e Danilo Pereira era o recuperador de bolas que fazia com que a pressão ofensiva do Futebol Clube do Porto fosse uma constante. Tudo funcionava na perfeição e o golo portista acabou por vir bem cedo na partida por obra e graça de um Soares cada vez mais decisivo.

Os problemas vieram depois do golo. Muito porque o Boavista não desistiu nunca de lutar e como os comandados de Miguel Leal não tem qualidade suficiente para fazer frente a jogadores como Brahimi, Corona, André André, Oliver e outros eis que recorriam vezes sem conta à pancadaria. Fábio Veríssimo “ajudava à missa”, ora pois ou não tivesse Rui Vitória feito notar na passada Sexta-feira que o “trabalhinho estava feito”. NES é expulso ao intervalo (vá-se lá saber porquê) e Jesús Corona teve de ser substituído ao intervalo porque minutos antes Talocha, defesa lateral esquerdo do Boavista FC, fez um “miminho” ao mexicano e nem sequer foi admoestado por tal. Apesar de tudo o FC Porto foi muito melhor na primeira parte do que a equipa da casa.

Com a entrada de Jota e a descida de forma de Brahimi os azuis e brancos foram perdendo alguma verticalidade e fulgor. Já a malta do xadrez aproveitou a ocasião para bater ainda mais em tudo quanto fosse azul e branco (o Fábio deixava). André André, por exemplo, foi o saco de pancadaria preferido de Carraça. Foi precisamente nesta altura que ficou patente - mais uma vez - que este Futebol Clube do Porto é uma equipa com todas as letras. Especialmente após a estapafúrdia e injustificada expulsão de Maxi…. Um aparte; se aquilo que Maxi fez é falta para segundo amarelo, então as faltas grosseiras que os boavisteiros foram fazendo durante o jogo todo eram para quê? Adiante.

Claro que podemos dizer que foi um Dérbi interessante, contudo este bem que poderia ter sido bem mais interessante se a equipa do Bessa tivesse estado bem mais interessada em jogar à bola do quem em distribuir sarrafada.

Está dado mais um passo difícil dos muitos que ainda restam ao Futebol Clube do Porto percorrer até à conquista do título de campeão. Mas depois do que vi hoje acredito plenamente nesta equipa que – mais uma vez - mostrou estar disposta a lutar contra tudo e contra todos.

Para terminar queria só desejar que a dita “cultura de exigência” do adepto portista se mantenha. Continuem a “bater” em NES. Continuem a dar “sovas tácticas” a um indivíduo que pegou num Brahimi completamente perdido para fazer deste um líder em campo. Continuem a dizer mal de um gajo que transformou Marcano num dos melhores centrais da europa. E nem vou aqui fazer referência ao que NES tem feito de Casillas. Continuem com a “cultura de exigência”, mas depois não tenham a distinta lata de virem festejar para os Aliados.

MVP (Most Valuable Player): Yacine Brahimi. O argelino deu tudo em campo. Jogou na extrema-esquerda do ataque, veio para o meio, foi para extrema-direita do ataque do FC Porto e até veio atrás recuperar bolas. Este Yacine foi um verdadeiro “mouro de trabalhos” que deu o que tinha e não tinha em campo. Apenas se lamenta algum egoísmo em certos momentos do jogo, mas é deste Brahimi que o Dragão necessita para atacar o título.

Chave do Jogo: Inexistente. Em momento algum alguma das equipas foi capaz de construir um lance que fizesse com que a vitória pendesse claramente para o seu lado.

Arbitragem: Fábio Veríssimo foi hoje a encarnação do tal de “trabalhinho feito” de Rui Vitória. Confesso que já tinha visto más arbitragens, mas ainda não tinha visto algo tão à “Fábio Veríssimo. Duas grandes penalidades claríssimas a favor do FRC Porto que ficaram por marcar. Expulsão de NES e de Maxi inexplicáveis, expulsão perdoada a Talocha e, o cúmulo dos cúmulos, passividade total perante a tremenda sarrafada boavisteira. Fábio Veríssimo e a sua equipa de arbitragem não tiveram influência no resultado final, mas estiveram longe de terem feito um bom trabalho.

Positivo: Tiquinho Soares. O avançado portista jogou e fez jogar. Muito forte de costas para a baliza e com um sentido posicional tremendo, Soares foi o principal responsável pela vitória suada do Futebol Clube do Porto no Estádio – campo de batalha - do Bessa.

Negativo: Willy Boly. Não é por mero acaso que Boly só joga quando Felipe e/ou Marcano não o podem fazer. Muito forte no jogo aéreo e muito fraco com os pés, Boly um defesa central muito limitado que não serve para uma equipa como o FC Porto.
 
 Artigo publicado no blog o gato no telhado (26/02/2017)

domingo, 26 de fevereiro de 2017

Ir ao vizinho pedir pressão ao líder

Voltamos à velha questão de jogar antes ou depois. O FC Porto entra este domingo no Estádio do Bessa já sabendo da vitória do Benfica e a quatro pontos da liderança da Liga NOS. A nossa opinião é muito semelhante com o que os treinadores defendem, ou seja, mais importante que jogar antes e depois é vencer e é isso que os portistas vão ter de fazer para manter tudo na mesma no topo, quando se aproxima rapidamente a deslocação à Luz (2 de abril).
 
Apesar dessa necessidade há pela frente um dérbi. O FC Porto terá pela frente um Boavista em crescendo e que nos últimos nove jogos apenas perdeu por uma vez. Miguel Leal tem no Bessa um grupo que para além de guerreiro tem também qualidade no seu jogo. A missão da equipa de Nuno Espírito Santo não será fácil, mas quem ser campeão tem de saber vencer este tipo de partidas.
 
Baixas na ressaca europeia
 
A semana portista fica marcada pela derrota frente à Juventus. Para além do resultado ficaram também marcas na equipa. Desde logo o desgaste de ter jogado mais de uma hora apenas com 10 jogadores e essa questão obrigou jogadores como Soares a uma exibição de grande sofrimento. Depois a questão de Herrera que se lesionou e não joga no Bessa. Para terminar há ainda a questão de Alex Telles que foi expulso na Liga dos Campeões e pode não estar no melhor momento emocional.
 
Todas estas questões vão pesar para Nuno Espírito Santo que terá de mexer onde não gosta, na defesa. Não há Felipe, castigado, e será Bolly a atuar no centro da defesa com Marcano. Tendo em conta a pouca utilização do francês será também uma questão a ter em atenção.
 
Já Miguel Leal não tem Idris para a luta de meio-campo, mas já pode contar com o central Philipe Sampaio.
 
Se o FC Porto entra pressionado no jogo (como entra em todos) o Boavista sabe que os seus objetivos estão praticamente garantidos. Será um derbi portuense daqueles que Nuno Espírito Santo gosta, já que pode puxar pelo sentimento dos seus adeptos. Ainda assim, é um jogo fora e nem sempre a equipa portista tem sabido gerir estes jogos fora e na luta pelo título já não há espaço para deslizes. 
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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017